Sugestão para Camiseta Biblio ECA/USP

Posted under Biblioteconomia,Informador by leonardoassis on domingo 29 março 2009 at 10:24 am

Desenvolvi um texto que acho interessante. Gostaria que alguém trabalhasse em cima dos desenhos, a fim de dar mais vida aos quadrinhos. Talvez a Andréa possa melhorar essa idéia. Além disso, nada de traças e livros !!! Chega disso!


Comentário: A casa da Invenção. p. 71

Posted under Ação Cultural,Biblioteca Pública,Informador by leonardoassis on sábado 28 março 2009 at 3:54 am

MILANESI, Luís. A casa da Invenção. 4. Ed. São Paulo: Ateliê. p. 71. 2003.

“As velhas bibliotecas municipais, por força da tradição literária subjacente num país com alto índice de analfabetismo, são assimiláveis, de modo destacado, porque servem à escola.”


Duas colocações podem ser discutidas neste parágrafo se analisadas pós abertura política no Brasil. A primeira, relacionada ao alto índice de analfabetismo. A segunda, de que as bibliotecas ganham destaque por servirem à escola. O índice de analfabetismo no país ainda é alto, mas sofreu alterações pós abertura política em 85. Este encontra-se numa escala de desenvolvimento que é possível prever a redução da quantidade de analfabetos nas próximas décadas. Portanto, o quadro apresentado, que por muito tempo persistiu no Brasil, não é o mesmo. Em relação a segunda colocação, o papel das bibliotecas que servem à escola vem sendo substituído pela internet. Data-se este acontecimento a partir dos anos 90, com a abertura do mercado de eletrônicos, iniciada pelo governo Collor. É mais agradável, levando-se em conta acomodação de espaço e serviços de atendimento ao usuário, que o estudante faça pesquisas para seus trabalhos escolares sem sair de casa, ou em uma lan house do bairro. As prateleiras empoeiradas das bibliotecas e a dificuldade para encontrar assuntos nos livros foram substituídas pelos serviços de busca da internet. Um simples clique traz uma infinidade de informações na tela do computador. A preocupação com a qualidade de conteúdo da informação não se discute neste modelo, pois necessita de um processo de entendimento cognitivo que, muitas vezes, está aquém do público que adquire o conteúdo. Processo que foi proposto pela TV com a propagação de informações indiciais nos telejornais e novelas no país. Também, impulsionado pela escola, preocupada na formação de uma quantidade de estudantes a fim de conseguir verbas do Estado. Com isso, é preciso pensar que as tradicionais bibliotecas necessitam de diferentes ações para estimular seus públicos nestes espaços de informação. As velhas iniciativas de manutenção do acervo em estantes, sem diálogo com a sociedade, estão fadadas ao fracasso e esquecimento. Mais que uma organização de livros, a biblioteca precisa se tornar uma geradora de idéias. Um espaço coletivo de criação.


Folha de São Paulo – Painel do Leitor – 08 de jan 2009 – pag. A3

Posted under Bibliotecário,Informador by leonardoassis on quinta-feira 8 janeiro 2009 at 7:43 pm


De que forma as iniciativas em bibliotecas e nos equipamentos culturais no Brasil sofrerão os impactos da crise econômico-financeira em 2009?

Posted under Biblioteconomia,crise-financeira,Informador by leonardoassis on quinta-feira 8 janeiro 2009 at 7:56 am

O ano que se inicia marca um momento de instabilidade no mundo causado pela crise econômico-financeira. Muitos setores da sociedade brasileira já estão sentindo os reflexos desse problema, sendo os bancos e a indústria automobilística os mais afetados até agora. A área da Cultura não está imune ao momento atual. Portanto, ela sentirá as ações do mercado financeiro, talvez não de modo direto, mas sim nos seus reflexos. Com isso, podemos fazer uma indagação: de que forma as iniciativas em bibliotecas e nos equipamentos culturais no Brasil sofrerão os impactos da crise econômico-financeira em 2009?

É sabido, de acordo com a grande imprensa- jornais, revistas, blogs, entre outros – que os orçamentos da União, bem como do Estado de São Paulo, foram reestruturados para suportar o impacto da crise financeira neste ano. Na área da Cultura tal ação será aplicada na forma de um menor repasse de verbas para bibliotecas, museus, centros culturais etc. No relacionamento com pessoas ligadas a administração de equipamentos culturais em São Paulo, já está claro que ações que puderam ser realizadas ao longo do ano passado não serão repetidas em 2009. Organização de encontros e palestras com personalidades de outros países, programas de exposições, mesas redondas de discussão, ou seja, realização de projetos que dependiam de um recurso monetário, que já era parco vindo do setor público e privado, tornam-se inviáveis na conjuntura atual. É difícil pensar que o pouco feito no Estado de São Paulo na área da cultura, será ainda menor nos próximos meses.

Uma saída para este momento a fim de manter e criar projetos à sociedade, em especial na área da cultura e dos equipamentos culturais, será criar uma estrutura de parcerias entre instituições. A divisão de custos entre os agentes culturais possibilitará uma diluição de gastos para que se promovam projetos culturais neste ano. É improvável que uma instituição banque sozinha a realização de um evento de grande porte na área da cultura. As incertezas do mercado financeiro impedem ainda mais que os recursos monetários sejam aplicados em áreas tidas por grande parte da sociedade como de “menor importância”.

No entanto, como bem trouxe o devaneio lançado pelo Prof. Teixeira Coelho no caderno MAIS da Folha de São Paulo, 28 de dezembro, a área da Cultura, se bem explorada, pode sim ser um dos setores de auxílio para alavancar a economia brasileira em 2009. Os agentes envolvidos na criação de projetos culturais são empregadores potenciais de uma parcela significativa de trabalhadores. Além disso, a área da cultura também é um mercado que gera consumo entre os cidadãos. São ainda inexploradas em nosso país muitas de nossas riquezas culturais. Para isso, nem precisam ser injetados tantos recursos financeiros em projetos. Boas ações em bibliotecas, museus, entre outros, explorando o trabalho com as comunidades locais, seus públicos, bem como os acervos já existentes, poderão fazer a diferença num estágio de aumento da taxa de desemprego da população e diminuição do poder aquisitivo do Estado brasileiro. Tais iniciativas deverão ser realizadas aplicando-se todo capital criativo e intelectual dos agentes culturais. Atenta-se, neste momento, para pensar menos na técnica do fazer, mas sim no público a que se destina o projeto. Sem que isso aconteça, as mídias da sociedade industrial continuarão tomando o espaço dos equipamentos culturais, sendo que elas já fazem parte de nosso eletrodoméstico cotidiano.

Se por muitos anos a área da cultura, em especial a biblioteca, vem sendo deixada de lado das luzes do capital financeiro, chegou a hora dos informadores e agentes culturais trabalharem com as suas criatividades para colocar em circulação os tesouros de nossa cultura à sociedade. Um momento de re-tribalização das pessoas e usos da cultura, pois o capital do consumo está menor.