Sugestão para Camiseta Biblio ECA/USP

Posted under Biblioteconomia,Informador by leonardoassis on domingo 29 março 2009 at 10:24 am

Desenvolvi um texto que acho interessante. Gostaria que alguém trabalhasse em cima dos desenhos, a fim de dar mais vida aos quadrinhos. Talvez a Andréa possa melhorar essa idéia. Além disso, nada de traças e livros !!! Chega disso!


Folha de São Paulo – Painel do Leitor – 08 de jan 2009 – pag. A3

Posted under Bibliotecário,Informador by leonardoassis on quinta-feira 8 janeiro 2009 at 7:43 pm


De que forma as iniciativas em bibliotecas e nos equipamentos culturais no Brasil sofrerão os impactos da crise econômico-financeira em 2009?

Posted under Biblioteconomia,crise-financeira,Informador by leonardoassis on quinta-feira 8 janeiro 2009 at 7:56 am

O ano que se inicia marca um momento de instabilidade no mundo causado pela crise econômico-financeira. Muitos setores da sociedade brasileira já estão sentindo os reflexos desse problema, sendo os bancos e a indústria automobilística os mais afetados até agora. A área da Cultura não está imune ao momento atual. Portanto, ela sentirá as ações do mercado financeiro, talvez não de modo direto, mas sim nos seus reflexos. Com isso, podemos fazer uma indagação: de que forma as iniciativas em bibliotecas e nos equipamentos culturais no Brasil sofrerão os impactos da crise econômico-financeira em 2009?

É sabido, de acordo com a grande imprensa- jornais, revistas, blogs, entre outros – que os orçamentos da União, bem como do Estado de São Paulo, foram reestruturados para suportar o impacto da crise financeira neste ano. Na área da Cultura tal ação será aplicada na forma de um menor repasse de verbas para bibliotecas, museus, centros culturais etc. No relacionamento com pessoas ligadas a administração de equipamentos culturais em São Paulo, já está claro que ações que puderam ser realizadas ao longo do ano passado não serão repetidas em 2009. Organização de encontros e palestras com personalidades de outros países, programas de exposições, mesas redondas de discussão, ou seja, realização de projetos que dependiam de um recurso monetário, que já era parco vindo do setor público e privado, tornam-se inviáveis na conjuntura atual. É difícil pensar que o pouco feito no Estado de São Paulo na área da cultura, será ainda menor nos próximos meses.

Uma saída para este momento a fim de manter e criar projetos à sociedade, em especial na área da cultura e dos equipamentos culturais, será criar uma estrutura de parcerias entre instituições. A divisão de custos entre os agentes culturais possibilitará uma diluição de gastos para que se promovam projetos culturais neste ano. É improvável que uma instituição banque sozinha a realização de um evento de grande porte na área da cultura. As incertezas do mercado financeiro impedem ainda mais que os recursos monetários sejam aplicados em áreas tidas por grande parte da sociedade como de “menor importância”.

No entanto, como bem trouxe o devaneio lançado pelo Prof. Teixeira Coelho no caderno MAIS da Folha de São Paulo, 28 de dezembro, a área da Cultura, se bem explorada, pode sim ser um dos setores de auxílio para alavancar a economia brasileira em 2009. Os agentes envolvidos na criação de projetos culturais são empregadores potenciais de uma parcela significativa de trabalhadores. Além disso, a área da cultura também é um mercado que gera consumo entre os cidadãos. São ainda inexploradas em nosso país muitas de nossas riquezas culturais. Para isso, nem precisam ser injetados tantos recursos financeiros em projetos. Boas ações em bibliotecas, museus, entre outros, explorando o trabalho com as comunidades locais, seus públicos, bem como os acervos já existentes, poderão fazer a diferença num estágio de aumento da taxa de desemprego da população e diminuição do poder aquisitivo do Estado brasileiro. Tais iniciativas deverão ser realizadas aplicando-se todo capital criativo e intelectual dos agentes culturais. Atenta-se, neste momento, para pensar menos na técnica do fazer, mas sim no público a que se destina o projeto. Sem que isso aconteça, as mídias da sociedade industrial continuarão tomando o espaço dos equipamentos culturais, sendo que elas já fazem parte de nosso eletrodoméstico cotidiano.

Se por muitos anos a área da cultura, em especial a biblioteca, vem sendo deixada de lado das luzes do capital financeiro, chegou a hora dos informadores e agentes culturais trabalharem com as suas criatividades para colocar em circulação os tesouros de nossa cultura à sociedade. Um momento de re-tribalização das pessoas e usos da cultura, pois o capital do consumo está menor.


Crítica – “Bibliotecário lida com gestão da informação”, Folha de São Paulo, Caderno FOVEST, 30 de dezembro de 2008

Posted under Bibliotecário,Biblioteconomia,Informador by leonardoassis on terça-feira 30 dezembro 2008 at 8:55 pm

Sou Leonardo Assis, 23, aluno do quarto ano de Biblioteconomia da ECA/USP. Gostaria de fazer algumas críticas em relação à matéria intitulada “Bibliotecário lida com gestão da informação”. A reportagem apresentada pelo caderno FOVEST, nesta terça-feira, 30 de dezembro, apresenta uma visão parcial sobre a área da Biblioteconomia. Visão que vem sendo apresentada pelas Escolas de Biblioteconomia e Sindicatos em relação ao papel do bibliotecário em sociedade, mostrando-o como um desbravador de novos espaços de trabalho. A realidade vivida pelos alunos e formandos não é bem como foi apresentada na matéria.

O informador (e não bibliotecário), seguindo a conceituação do Prof. Luis Augusto Milanesi, não é mais um profissional que está restrito as bibliotecas. No entanto, a atuação dos formandos em biblioteconomia no país ainda não apresenta uma mudança em relação aos locais de atuação em sociedade. Um estudo realizado pelo Departamento de Biblioteconomia da ECA/USP, em 2005, constata que grande parte de seus ex-alunos, formados no período de 2000-2005, atuam em locais tradicionais da profissão, como, por exemplo, bibliotecas e centros de documentação. As bibliotecas em escolas públicas e privadas, universidades, e em instituições governamentais são os principais campos de trabalho desse profissional (Temos o exemplo de nossa ex-colega de Curso, Luana Coelho). Os cursos formadores dessa área pouco estão se importando para toda a revolução no conceito de informação que foi desencadeada pelas tecnologias. Os alunos formandos que apresentam uma atividade diferente frente à área são aqueles que, por iniciativa própria, buscaram outros aperfeiçoamentos, não somente aqueles concedidos pelos cursos formadores, que, na maioria das vezes, estão pautados em questões técnicas da profissão.

Além disso, a questão sobre a formação de um profissional generalista também é uma problemática na área que vem sendo contestada por alunos, professores e profissionais, desde a década de 80. Um profissional generalista, na verdade, possui poucos conhecimentos para atuar em áreas de trabalho que, na maioria das vezes, são de alguma especialidade. É sabido que as grandes áreas da Ciência como, por exemplo, a medicina, engenharia e o direito, desenvolveram especializações em suas áreas de formação para melhor atender seus públicos. A Biblioteconomia não fez (e não faz) talespecialização em seus públicos de informação. Daí decorre todo esse problema de atuação do profissional em sociedade, o que deixa potenciais campos de atuação como, por exemplo, a cultura e o social desatendidos de profissionais e projetos.

Um breve comentário em relação ao estágio na área também deve ser feito. Tornou-se comum que os alunos desse curso sejam cada vez mais solicitados pelas instituições para trabalharem como mão de obra barata. Tal questão vem causando um problema de esvaziamento da Universidade – pelo menos aqui na USP. Muitos de nossos colegas são absorvidos facilmente pelo mercado de trabalho como estagiários em bibliotecas e centros de documentação, o que os afasta de todo o convívio da vida acadêmica na universidade. Passam mais tempo em locais de trabalho do que na troca de conhecimentos com seus colegas de curso. Isso vem causando uma paralisia acadêmica em relação a se pensar projetos e problemas da área, pois os alunos estão atuando de forma precoce no mercado de trabalho. A crítica que faço em relação ao estágio se refere ao estágio não obrigatório, que é possível de ser realizado em qualquer momento na graduação de Biblioteconomia.

Portanto, a matéria apresentada pelo caderno FOVEST, apresenta uma visão parcial da atuação do informador em sociedade. As fontes utilizadas no artigo, para discorrer sobre a profissão, são de instituições que trabalham na manutenção de um status quo da área. Com isso, o artigo pouco trouxe para alunos que desejam seguir essa área de conhecimento. Alunos que não se enquadram nos padrões tradicionais que são oferecidos pelos cursos de formação da área, mas que sabem o potencial de se trabalhar com informação na sociedade contemporânea.